Quando se pensa escola, principalmente a tradicional,
logo nos vem à mente um local fechado, com janelas altas onde os alunos não tenham
acesso visual aos acontecimentos fora da sala de aula para que estes não impeçam os educandos de
concentrarem-se nas aulas; local que na hora do recreio haja um ambiente de
contato, comunicação verbal entre estudantes, e que brincadeiras e
travessuras imperem em suas atividades.
Também se pensa numa sala de aula com o
professor à frente, com quadro de giz e alunos quietos, só colhendo informações
e participando de forma a não atrapalharem o bom andamento da aula. Em tudo isso há pontos
positivos e negativos, pois é óbvio que isso tudo é necessário para que haja um
eficaz aprendizado, porém isso não é suficiente numa escola, principalmente nos
dias atuais. Hoje é preciso muito mais que quatro paredes e um quadro de giz
para que tentemos conservar nossos alunos nos bancos escolares. Ainda mais quando nos
deparamos com realidades muito além das que almejamos encontrar, em que as
crianças e jovens são resultados de uma sociedade deturpada e marginal às
melhores condições de vida que habitualmente estávamos acostumados a conviver
até pouco tempo atrás.
É sabido que esses estudantes não refletem a totalidade da
comunidade escolar, mas é urgente se pensar neles, pois é aí que vemos maior
necessidade de termos meios diversificados, atraentes e aprazíveis a eles para
que gostem de estarem na escola para aprender. Além do mais temos não só essa
clientela nas escolas, mas muitos alunos realmente interessados em aprender e
exigentes quando aos métodos usados para qualidade de ensino.
Por: Marilei Guazina
Setembro de 3013
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